13/05/2009

Lilia no Divã

Fui hoje ao cinema assistir o filme Divã...
Fui toda, toda, achando que o filme tratava-se de uma comédia que falava da vida frenética das mulheres separadas, com um gato a cada dia, uma farra a cada noite e muito sexo com homens maravilhosos!
Claro que também tem isso no filme! Tanto que eu gargalhava horrores com aquelas cenas da Lília representando a Lília.
Eu ria ao vê-la naquelas farras se entortando toda e fazendo coisas inimagináveis.
Mas chorei ao ver as cenas da separação, ao vê-la dizer... nós nos amávamos só não nos queríamos mais, ao vê-la sentir que existem coisas tão boas quanto o amor, ao vê-los se preocuparem um com a vida do outro e demonstrarem que estavam infinitamente melhores sem o outro!
Chorei ao perceber que quando se termina, nada é bom, porque se fosse bom seria o começo!
Chorei ao ver que tudo muda, nossos afetos, nossas prioridades, a forma como lidamos com as perdas e que no fim de tudo percebemos que o mais importante é que fomos felizes!
Se chorei ou se sorri... o importante é que emoções eu vivi!
Me percebi tão madura, tão feliz, tão mulher, tão guerreira e com uma história tão comum!!!Reviver o passado nos faz chorar muitas vezes, mas isso é tão bom!!!
No fim do filme eu percebi que precisava de uma máscara para sair do cinema... eu estava morrendo de vergonha, chorei horrores vendo uma comédia e o pior a mulher madura aqui, reencontrou no final do filme um amigo da época de casada e com a cara inchada o cumprimentou muito mal e ficou pensando: será que ele vai sair dizendo por aí que eu chorei no final desse filme? Vão pensar que eu estou na merda!!!
Só rindo!!! Foda-se a maturidade e vamos viver, porque isso e somente isso é o que importa!!

6 comentários:

  1. Lília interpretando Lília! isso foi tudo amiga! quanto ao resto, fecho com a última frase. Reencontrei um ex hoje e descobri que virei uma mulher madura também. E isso é tão estranho! rsss

    Já vi que amanhã tem "divã" no Albergue!huahauhauahauaha

    bjs

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  2. Essa frase do Roberto Carlos, eu acho maravilhosa.
    No final das contas, o que é a felicidade senão as emoções vividas?
    Nunca dura pra sempre a felicidade mesmo! Não existe uma plenitude constante... A vida se faz das emoções e talvez quando elas nos faltam ou então passam a ser as emoções não tão legais sobressaindo diante das legais, seja o momento de buscar novas emoções e esses fragmentos da felicidade que encontramos pelos caminhos.

    Beijos procê! Tudo de bom na nova vida!

    P.s.: O A Vida Não Presta Mesmo por enquanto voltou para o endereço antigo www.avidanaoprestamesmo.blogspot.com

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  3. ó tive que dedicar um selinho pra tii no meu blog, adoro o jeito que voce escreve, entao...
    bjOo'

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  4. Esse papo de maturidade é relativo, Lilia. Veja, tenho a mesma idade que você e conheço adolescentes velhos e decréptos. É muito boa essa irresponsabilidade dos 30. Mesmo que ela não nos atire nas mesmices de uma fase da vida, onde é comum pensar em se "arrumar", casar, ter filhos, plantar árvores,... "Lilia interpretando Lilia" foi o máximo! Adorei sua crítica e até me anima ver o filme!

    Beijão..

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  5. Bem amiga, acho que o filme te levou às lágrimas, mas te atingiu de uma forma positiva, e isto é o que vale. Aprendi que o amadurecimento pode vir na porrada, ou gradativamente, mas sempre vem, e a vida começa a ficar mas bonita, a partir deste momento, acredito eu, seja aos 30,040,60. Viver e nao ter vergonha de ser feliz!!!!

    bjs

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