20/06/2010

Ela viveu a euforia de três dias com a casa cheia, gente que saía, gente que entrava, gente que deixava a garrafa de água vazia, gente que deixava a torneira entreaberta, gente que ria alto, gente que dormia no corredor, gente que reluzia, gente que brigava, gente que reclamava.
A porta se fechou e tudo o que sobrou para ela foi o silêncio, alguns copos vazios, a casa por arrumar, o retorno da normalidade dos seus dias vazios e o luar...
A lua, a rede na varanda, a voz do gil cantando meio sussurrado em seus ouvidos:

"Eu preciso aprender a ser só.
Reagir e ouvir o coração responder:
Eu preciso aprender a só ser."

E pensando, a solidão se fez presente, se fez companheira, se fez contente por tomar posse dela, se fez amiga, se fez silêncio.

3 comentários:

  1. Hum bonito post...profundo...beijinhos!

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  2. Amei o texto! Lido com essa "amiga" todo dia! Estamos nos dando bem! ;)
    Bjs

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