27/10/2010

Tropa de Elite II

Enfim eu fui assistir ao Filme Tropa de Elite, atrasadíssima como disseram alguns amigos meus, mas acredito que ainda seja tempo de comentar....
 
O Filme é simplesmente magnífico, pela mensagem, pela denúncia, porque coloca pra fora o que está na garganta de muita gente, porque esclarece de uma forma educativa como se move essa engrenagem de corrupção, polícia, política e segurança pública.
 
Venho aqui me expressar porque li no blog de um amigo que o filme infelizmente banalizava o debate sobre a segurança pública e sobre a política no Brasil, e o meu questionamento ao meu amigo foi o seguinte:
 
Que debate? Alguém já viu ou participou de algum debate sobre segurança pública?
O debate infelizmente nasce nos meios acadêmicos muitas vezes e por ali mesmo morre. Você vai me dizer que a Câmara é a nossa voz em meio ao debate e eu vou te responder para assistir ao filme novamente, porque ali mostra bem como é a nossa Câmara dos Deputados.
 
O que eu sempre acontece comigo é a divisão,porque a favela faz parte de mim, e eu sempre olho aquilo com sangue nos olhos, com o peito gritando, esses polícia são tudo filho da puta mermo, mostra mermo essa porra... esse bando de corrupto safado que esculacha trabalhador...e ao mesmo tempo eu olho com meu  conceito quase sociológico para o todo e vejo que o polícial é muitas vezes tão manipulado quanto eu, quanto você... e tão culpado quanto eu e quanto você, que permitimos que tudo isso chegasse onde chegou!
 
A Maior crítica que eu vejo de alguns acadêmicos sobre o filme é que ele não muda nada, que não promove uma revolução na polícia do Rio de Janeiro, e mais uma vez eu peço para os acadêmicos sentarem a bunda no cinema e assistirem ao filme novamente, o que é esse filme diante de toda essa engrenagem de corrupção, onde inclusive a vida não vale nada?
 
O que eu posso dizer é que o filme já começa a mudar quando ele enche o cinema de favelados e faveladas que muitas vezes só frequentam os bailes funks da vida e não sabem nem quanto custa um ingresso, o filme começa a mudar quando dá o grito pelos que foram silenciados em comunidades com milícia, quando ele didaticamente explora o valor e a manipulação sobre os eleitores e o neguinho lá que não sabe nem quem é candidato compara o personagem do Mira Geral e  Os da vida real!!!
 
Enfim... a revolução não vai acontecer, como muitos gostariam... mas dar esclarecimento e educação é sempre um grande princípio e nesse sentido o tropa de elite 2 é ainda melhor que o 01.

10 comentários:

  1. Oi Lila
    Não vi o 1 e nem vou ver o 2. Esse tipo de filme realmente não faz a minha cabeça, embora acredite ser uma grande produção.
    Bjux

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  2. Eu assisti o 1 e vou ver o 2.



    BjOOOOo .......

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  3. Ai, cacilda, ainda não assisti!

    Desse feriado não passa, depois que li aqui, fiquei com mais vontade ainda de correr pro cinema.

    Beijão

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  4. Hey Lília,
    Ainda não assisti ao filme não! Estou esperando as filas diminuirem,hahahaha. Mas só ouvi elogios sobre o filme!
    E mesmo sem ter assistido concordo com vc em gênero número e grau. Muitas vezes tudo que os intelectuasi fazem é sentar a bundinha na universidade e divagar!
    fácil hein! Vai ensinar, educar quem precisa ser educado!
    beijocas querida,
    mari

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  5. Passando pra te reler , dizer que
    ainda não consegui assitir o 2 , mas que vou assitir !!!

    RsRs ....


    BjãO.

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  6. Assisti o primeiro e assistirei o segundo, que dizem ser tão bom quanto o primeiro, justamente porque vai mais além nas críticas.

    O filme não mudará nada de imediato, porque a corrupção está enraizada na cultura do brasileiro, mas quem sabe a longo prazo não percebemos que o "jeitinho" seja realmente um mal negócio e começamos a educar nossos filhos diferente... Como dizem a esperança é a última que morre!

    bjs querida

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  7. Também assisti o 2 e concordo com vc em n°, gênero e Grau.
    Polícia corrupta, segurança pública ídem, politicagem e favelas "protegidas" por milícias...
    E quem banca o Estado, o modelo de corrupção? Eu e vcs, meus camaradas...

    bjs, linda.

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  8. Eu vi!
    Achei um pouco tendencioso, mas muito bom!
    E realmente não muda e nem vai mudar nada na polícia!
    Melhor q o primeiro em partes...
    enfim...
    abraçooooo!

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  9. Vi o 1° por acaso, um piratinha qualquer numa madrugada perdida, depois daí fiquei esperei o 2 e fui ontem ao cimema pra ver, e é realemnte uma gande produção, uma historia muito nem contada que me assusta bastante, também é muito trsite saber que moro num país assim, pois todo aquele descaso não é "privilegio" somente do Rio de Janeiro... Infelizmente!

    Abraços Lilia!

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  10. Excelente produção! Porém claramente toma uma posição política, que considero equivocada, logo, não gostei do filme.

    O filme tem início com o Cap. Nascimento sofrendo um atentado, como no primeiro filme, é sua fala em OFF, que confere legitimidade às suas ações, sem este recurso, o personagem seria encarado como um monstro pelos espectadores.

    De início o filme nos apresenta ao Prof. Fraga, como um esquerdista bem caricato, fazendo uma conta que aparenta lógica, quando não analisada – o caso da população carcerária – é o estereótipo ridicularizado pela população, o do defensor de bandidos, a favor dos direitos humanos, e etc.

    Com o desenrolar das ações do BOPE, e a consequente varredura do tráfico, surge uma outra engrenagem, que do sistema para estabelecer seu domínio e poder – as milícias. Neste particular o filme toma claramente uma posição, ou seja, o problema não necessariamente seriam os traficantes, ou até mesmo as milícias - o problema residiria no sistema, que corrompe as instituições até a medula.

    Aí é que o bolo desanda. O quer seria o sistema? Quais os arquitetos? A resposta dada pelo filme é clara. O sistema é as INSTITUIÇÕES. Expressa na fala do próprio Nascimento, já sob a “luz da razão”: “A PM do Rio tem que acabar”. Na acusação que faz aos parlamentares, de que ali “somente 6 ou 7 teriam ficha limpa”.

    No entanto o malefício é menos revelador do que o antídoto. Como faremos então para moralizar estas instituições dominadas pelo mal? A resposta o filme também nos apresenta, ora, o esquerdista Fraga, que propositalmente ao iniciar o filme é tratado como um idiota, ao final, se mostra aquele que realmente sabia das coisas, ele tinha a verdade. Estando o Nascimento “cego”, somente uma tragédia o fez enxergar. O mesmo esquerdista que tinha o retrato do Marighela no seu gabinete, que defendeu a funcionária portadora de maconha, este cidadão, é o responsável pela moralização das instituições, quiçá, da política, como vemos em sua última cena.

    Finalizando com uma rima visual, de início com um plano aéreo é filmado o presídio de Bangu 1. Fraga diz que ali estão os elementos mais perigosos do Rio de Janeiro. Ao final é focalizada Brasília, uma referência clara, sobre onde estariam os verdadeiros criminosos.

    Endossando um discurso esquemático, e politizando excessivamente o filme. Padilha toma um lado, eu tomo o meu.

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