11/04/2012

Dose Terapêutica: Raul Seixas


Ele era um sábio chinês que sonhou que era uma borbuleta ou  era uma borbuleta sonhando que era um sábio chinês?

Você sai do filme sem realmente saber 10% do que era realmente o Raul, e o filme é excelente, isso não é uma crítica ao filme, muito pelo contrário, o que quero dizer é que o filme mostra tanto a genialidade e grandiosidade de Raul  que o filme fica pequeno.

Eu sempre tive uma opinião sobre o Raul, e ela se confirma  a cada vez que leio uma biografia dele e também agora que vi o filme:

Raul está muito acima da nossa compreensão e porque não dizer que a genialidade dele estava muito acima de sua própria compreensão.

Sábio? Louco? Livre? Escravo? Será que isso tudo é conceito?Não sei!

O fato é que as músicas de Raul marcaram a minha vida! Você vai me dizer que quando ele morreu, eu ainda tinha 11 anos, mas o fato que mais me surpreende é isso, eu conheci Raul por ele mesmo, sintonia imediata, de uma garotinha que  mais ou menos aos 13 anos ouve Raul na casa de um vizinho e se apaixona por aquilo, e para sempre,  e aos 15 pede um LP de amigo oculto.

Eu passei a minha vida inteira ouvindo Raul, e sozinha!!! Assim como fui ao filme ontem sozinha por ter poucos afins que acompanham essa minha paixão. Minha mãe achava o cara  do Demo, enfim, podia tocar tudo lá em casa, menos o Rock do Diabo, aí era briga... enfim... influência satânica na família. 
A questão é que quando eu ouvia Raul eu me sentia a subversiva, ahahahahaha criança subversiva??? O que é subversão??? O que é contracultura para uma adolescente que também ouvia MC Marcinho?

E ontem, como sempre que tenho contato com a Arte de Raul eu saí do cinema com um furacão dentro de mim,  com questões sobre tudo, sobre Certo, Errado, Deus, Diabo, Rotina, loucura, Liberdade, Drogas, Morte... enfim... um comichão... e confessando isso para uma amigo ele me diz: Raul é melhor que análise.

E porra, não é mesmo??? 

8 comentários:

  1. Raul ou vc ama ou odeia, certo?
    Errado!!

    Nem amo, nem odeio...

    Gosto! Me pego cantarolando diversas canções dele... Só não deixo ele abalar minha fé em Deus e Jesus Cristo. Essa fé é firmada em pilares sólidos e nem o Furacão Raul abala.

    Mas, confesso que gosto de alguns trabalhos dele.

    Não acho que ele foi vítima e sim senhor do seu próprio destino.

    Tão genial e ao mesmo tempo tão cruel consigo mesmo...

    Sem dúvidas, faz muita falta... Gostaria de ter nascido antes pra curti-lo mais. O bom da música é q ela imortaliza as pessoas, né?

    Adorei o post, Lili!

    Com certeza assistirei o filme.

    Beijos!

    Verônica

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  4. Verônica, ao meu ver, a fé ou é inabalável ou não é fé, é crendice.

    Também acho que o Raul foi senhor do próprio destino, e quer liberdade maior do que essa? Fazer o que quero comigo mesmo! É uma pena algumas coisas, dentro do meu conceito do que é viver, mas será que para ele era? Sei lá! São essas perguntas que me faço, sempre... O que é real? Qual a melhor forma de viver a vida? Não sei!! Acho que é nem ele sabia, mas como ele diz um uma música: Eu não me preocupo, eu faço!!!

    Acho que é mais ou menos por aí. Eu senti pena do cara no fim do filme, mas acho que ele não sentiu pena de si mesmo, eu acho que isso é o que realmente importa!

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  5. Totaaaal, Li!

    Amei esse post. Ainda não vi o filme, adoro as musicas e me sinto livre qdo ouço, me sinto amparada por alguem q tb quis transpor paradigmas ocos, coisas sem sentido!

    Amei teu post e quero ver o filme! Muito!

    Bjks

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  6. Raul foi Raul e ponto. Qualquer tentativa de rotular ou definir quem ou o que foi Raul, já está errado.
    Tô louca pra ver o filme!

    Bjs

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  7. Raul foi para mim meus livros de auto ajuda até hoje tem aqueles dias que só ouvindo Raul para conseguir me sintonizar saber que não estou ou estamos sozinhos Raul foi, é e sempre será!

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  8. O filme é sensacional. Até o Paulo Coelho, que acho o maior mala e aproveitador, esteve bem no filme.
    A tirada do Nelson Motta foi sensacional sobre esse cidadão, muito sagaz.
    Mas voltando ao Psicanalista, ops, ao Raul ... difícil. Talvez indecifrável.
    Um tema levantado pelo filme foi o do Marcelo Nova. Não comentarei aqui porque alguns ainda não viram o filme.
    Achei sensacional o depoimento de uma de suas últimas mulheres, a Lena. Uma mulher centrada e amiga.
    Bem ... agora vou curtir um som do cara aqui, pois é muito bom. Lembrei de Voce quando o filme lançou, Lilia. Vamos conversar depois sobre. Bjs

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